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1. Pianice (Pecinha Sinfônica)
(Taiguara)
Instrumental
3. Público
(Taiguara)
Eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim - lá vou eu
Eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim, lá vou eu
Eles querem que eu sue ao sol da manhã
Eles querem da ovelha a mais pura lã
Para a futura clã da bola campeã
Que hoje é alemã
Quem sabe amanhã
Eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim, lá vou/vai eu
E eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim, lá vou eu
O meu nome era povo - hoje é multidão
Meu problema era o campo - hoje é nutrição
A viola era o sonho, hoje é ilusão
Tem mais nada não
Tem mais nada não
Eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim, lá vou eu
Eles querem lotar o Maracanã
E precisam de mim, lá vou eu

(Taiguara)
Ay, Hermano
Qué hasta que el día ese llegue
Yo no descanse y no duerma
Sin haber hecho muchas canciones
Ay, Hermana
Qué hasta que el día ese llegue
Tu no te canses, no mueras
Sin callar todas las represiones
Madre y abuela Vasconia
Vieja Vasconia en tus siglos
Arden los cuerpos de aquellos
Que abren mis ojos para mi pueblo
Madre y abuela Vasconia
Mi pueblo mezcla mil mares
Mi nombre indígena es rojo
Mi lengua es blanca, mi canto es negro
Madre y abuela Vasconia
Somos de América el sueño
Niños, caminos sin crimes
Pero sin dueños, y sin arreglos...
Madre y abuela Vasconia
Como en Guernica, tu árbol
Que acá no muera el motivo
Se abren los labios, aún que con miedo
7. Luanda, Violeta Africana
(Taiguara)
Instrumental
9. Situação
(Taiguara)
Não, não adianta não A situação já está fora das suas mãos Nao, não adianta não
Não, não adianta não A situação já esta fora das suas mãos Não, não adianta não
Como é que você vai me dar o que já é meu Como é que você vai criar o que já nasceu
Como é que você resolveu que eu sou livre, Agora você esqueceu Que só quem pode me libertar sou
eu
Voce diz que esse é o tempo da vida se distender Mas quem faz primavera é o inverno nao é você
Volta sempre um momento na história em que mais um império deixou de ser Pois assim é o futuro p'ra
nos Só o que você vai mesmo fazer
É sair ou deixar eu me abrir e deixar tudo acontecer É sair ou deixar eu me abrir e
deixar tudo acontecer
(Milton Nascimento- Ronaldo Bastos)
Anda, vem depressa Vem correndo na estacão P'ra ver o trem chegar
É dia de festa A cidade se enfeita Para ver o trem
Quem é bravo fica manso Quem é triste se alegra E olha o trem
Velho, moço e criança Todo mundo vem correndo para ver, rever
Gente que partiu Pensando um dia em voltar Enfim voltou no trem
E voltou contando histórias De uma terra Tão distante do mar
Vem trazendo esperança Para quem quer Nessa terra se encontrar Do trem
Gente se abraçando Gente rindo Alegria que chegou Do trem, no trem, do trem...
(Taiguara)
Primeira bateria Vira, vira, vira Vira, vira, vira... Virou
Acaba com essa cana Acaba com essa cana Acaba com essa cana... Acabou
Ah! Meus votos Ah! Meus votos Ah! Meus votos De felicidade vai ser
Ah! Folia Ah! Folia Ah! Folia Vai amanhecer no jardim
Primeira bateria Vira, vira, vira Vira, vira, vira... Virou
Acaba com essa cana Acaba com essa cana Acaba com essa cana... Acabou
Liberdade Liberdade Liberdade Quero até morrer com você
Companheiro Companheiro Companheiro Dá teu braço e vamos virar
Primeira bateria Vira, vira, vira Vira, vira, vira... Virou
Acaba com essa cana Acaba com essa cana Acaba com essa cana... Acabou
Vira, Vira
Vira, vira...

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2. Delírio Transatlântico e chegada no Rio
(Taiguara)
Instrumental
(Taiguara)
Sonhada terra das palmeiras
Onde andará teu sabiá?
Terá ferida alguma asa?
Terá parado de cantar?
Sonhada terra das palmeiras
Como me dói meu coração
Como me mata o teu silêncio
Como estás só na escuridão
Ah! Minha amada amordaçada
De amor forçado a se calar
Meu peito guarda o sangue em pranto
Que ainda por ti, vou derramar
Ah! Minha amada amortalhada
Das mãos do mal vou te tirar
P'ra dançar danças de outras terras
E em outras línguas te acordar
6. A volta do pássaro Ameríndio
(Taiguara)
Instrumental
(Taiguara)
Essa rosa branca
É de todas as cores
É um portão aberto
É uma criança livre
É uma semibreve
É Brasília nua
É um cristal de luz
É um país...
Essa rosa branca
É de todas as cores
É um punhal de neve
É um canhão de vidro
É um colchão de nuvem
Numa cela acesa
É meu pé na terra
É meu pão na mesa
Na mesa, na mesa...
10. Sete Cenas De Imyra
(Taiguara)
Imyra, Tayra, Ipy
Primeira cena: o nascer
Do beijo de Ara rendy
Jemopotyr - florecer
É gema, é germe, é gen-luz
Imyra brilha no ar
Corou vermelho e azul
Por sobre o virgem rosar
É rosa gente, é razão
É rosa umbilical
Jukira, sal, criação
Potyra, flor-animal
Imyra, Tayra, Ipy
Segunda cena: crescer
Ferir o espaço e abrir
A flor primal de mulher
Figura, cor, rotação
Calor, janela, pombal
Palmeira, morro, capim
Moreno, ponte, areal
Retina, boca, prazer
Compasso, ventre, casal
Descanso, livre lazer
Loucura, vida real
Imyra, Tayra, Ipy
Terceira cena: saber
Que o índio que vive em ti
É o lado mago em teu ser
Se vim dos Camaiurá
Ou das missões, guarani
Nasci pr'a ti meu lugar
Nação doente, Tupi
Por isso vou me curar
Da algema dentro de mim
Por isso vou encontrar
A gema dentro de mim
Imyra, Tayra, Ipy
A quarta cena é mostrar
O que há de pedra no chão
O que há de podre no ar
Criança em frente ao pilar
Imaginando seu mar
O mastro imenso, o navio
A vela, o vento, o assobio
É caravela, é alto-mar
Até de novo acordar
Pr'o que há de podre no chão
Pr'o que há de pedra no ar
Imyra, Tayra, Ipy
A quinta cena é sofrer
Cunhã curvada a chorar
Tayra tensa a temer
Fui companheira dos sós
Fui protetora das leis
Fui braço amigo de avós
Até o rei perdoei
Hoje faminta sou ré
Como um cachorro vadio
Arrasto inchado o meu pé
Por chãos de fogo e de frio Imyra,
Tayra, Ipy
A sexta cena é esperar
No céu branqueia Jacy
Tatá verdeja no mar
Vislumbre claro, visão
Valei-me, meu pai! Que luz!
Como se um trecho de chão
Se erguesse em asas azuis
Dobrando a curva do céu
Pr'a mergulhar sobre o mal
E o justo império de Ipy
Chegasse ao mundo, afinal!
Imyra, Tayra, Ipy
A cena sete é um saci
Pé dentro do ano dois mil
No centro - sol do Brasil
Aos sete dias do mês
Um dia azul de leão
Me deram vida vocês
Dou vida hoje à expressão
Quero essa língua outra vez
Quero esse palco, esse chão
Brinca Tupi-português
Dentro do meu coração
(Taiguara)
Sou carioca Se não é da gema do ovo É do umbigo da cuíca
Frio me maltrata Me bota no sol Me derrete debaixo dessa bica
Luva, te mata Não dá prá desabotoar Nem descascar mexerica
Fogo da raça Me queima que o samba é melhor Quando o couro se esturrica
O tempo passa E nem o tecido
Da Casa Pernambucana fica
E o tempo passa E nem o tecido
Da Casa Pernambucana fica
Sou carioca Se não é da gema do ovo É do umbigo da cuíca
Santa Tereza...
14. Outra Cena
(Taiguara)
O santo, a seca, o sertão
O filho morto nas mãos
Família, fome, facão
A gana, o gado, o ladrão
O pó, o podre, o país
A madre, o medo, a matriz
Só não sofreu quem não viu
Não entendeu quem não quis...
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