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A quem pertence o Cupuaçu? "A sociedade civil brasileira, representada por organizações não governamentais de
Rio Branco, São Paulo e Brasília, a despeito de suas diferenças, distância e de todas as adversidades apontadas pelos incrédulos,
sem qualquer apoio governamental, dá início a um périplo internacional contra uma prática tão antiga quanto a história do
Brasil, a saber, a apropriação indevida de nosso patrimônio cultural.
Em 20 de Março de 1998, a Asahi Foods, empresa de alimentos de Quioto, Japão,
registrou, perante o Escritório de Marcas e Patentes do Japão (JPO), a designação “CUPUAÇU” como marca comercial
. (...)
O nome de um produto é fundamental para seu sucesso econômico; se essa informação
fosse equivocada, certamente não pululariam nos quatro cantos do globo casos como os mencionados. O que se deve ter em mente
é que no caso CUPUAÇU a disputa tinha como substrato mais do que a titularidade de um nome de origem indígena. Havia em jogo
interesses e valores muito mais relevantes: a proteção da imagem do Brasil e de seus produtos no mercado internacional, a
supressão de novas barreiras não-tarifárias ao comércio de produtos brasileiros e a proteção de nossa invejável herança cultural
de origem amazônica. (...)"

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| Contra capa do disco, com textos traduzidos para a língua Japonesa. |

Povos indígenas vem cultivando o Cupuaçu como uma fonte
primária de alimento por gerações. E um produto nacional, nascido e cultivado em nossa terra. A história do Cupuaçu e
a desta obra carregam certa semelhança. Ambos são patrimônios nacionais, essencialmente almejados, e no caso dos belos poema-canções
do Imyra, Tayra, Ipy; somente disponíveis em uma nação localizada em um distante continente asiático.
E preciso que o Brasileiro não perca de vista estas
vitórias, e continue a lutar pelo que e seu por direito. Lutar para proteger os recursos naturais que nosso riquíssimo
país tem o beneficio de desfrutar, lutar para a preservação de nossas heranças ancestrais e pela dignidade e o orgulho de
preservar tudo que e Brasileiro!

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| Montagem: Ana Lasevicius |
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